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terça-feira, 21 de março de 2017

Emirados Árabes: A mala mais errada da minha vida!

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Eu nunca tive dificuldades em arrumar uma boa mala. Diferente da grande maioria das mulheres, minha bagagem sempre é compacta. Sou do tipo prática, tenho check lists de itens básicos para nunca esquecer o óbvio. E nada melhor que a experiência para a mala ficar cada vez mais otimizada, sobrando espaço para trazer coisas de cada lugar que visitamos.



Só que algo nesta viagem mexeu com meu raciocínio lógico de tal forma que eu considero que a mala para esta viagem foi a mais mal arrumada até hoje! 
Como já comentei anteriormente aqui e aqui, essa viagem tinha muita novidade de uma vez só. Tentei colocar os pensamentos em ordem, organizando a arrumação da mala da seguinte forma:

-Pensar que no total seriam 9 noites;
-Pensar o que deveria ser levado para a parte do tempo no Cruzeiro;
-Pensar o que deveria ser levado para a parte do tempo batendo perna nas cidades;
-Pensar que tratam-se de países (Emirados e Omã) de cultura muçulmana, com visitas a locais religiosos.

Acho que fiquei tão pilhada sobre o último item que me perdi nas idéias. Visitar um país com cultura tão diferente da nossa, e tão desconhecida para mim, me causava um misto de ansiedade positiva e negativa. Eu posso não concordar com a cultura, posso não acreditar nas mesmas coisas que o povo que mora lá, mas acho que "respeito pelo que a cultura considera respeito" é fundamental, seja em viagem ou na vida!

Recorrendo mais uma vez ao lindo Google, eu achava as informações sobre o vestuário adequado muito vagas. A maior parte das publicações só falava da obrigatoriedade em usar lenço para cobrir os cabelos em locais de cunho religioso, como mesquitas.

Mas não tem como chegar na mesquita sem andar também pelas ruas! Diversas vezes me imaginei comprando uma abaya só para me ver livre da ideia de escolher o que usar por lá. 


Abaya: essa espécie de túnica preta que as mulheres 
utilizam sobre as vestes para sair a rua. De forma bem superficial
a ideia é não ostentar e guardar a beleza para o marido. 
O véu sobre o cabelo é o Hijab.

Quando você pensa em Dubai, qual o tipo de roupa que você pensa em levar? É deserto, é calor! Verão total! SÓ-QUE-NÃO... 

Com essa preocupação toda com a cultura eu acabei não prestando a atenção que devia com relação ao clima. =/ No fim das contas eu me virei, mas o dia que eu tiver oportunidade de voltar pra lá minha mala será outra! Veja o que eu faria diferente e porque:

- Levaria pelo menos 2 lenços ao invés de apenas 1: nos primeiros dias de viagem não tivemos paradas em mercados populares e os lenços mais baratos que vi na chegada em Dubai e em Abu Dhabi estavam em torno de 90 EUROS. Eu sou mais pobre que mão de vaca nessas horas. Então a maioria das fotos em mesquitas nos primeiros dias eu estou sempre com a mesma cara: cabelo coberto sempre pelo mesmo lenço e óculos de sol. Se por ventura eu sujasse ele, teria que tirar uma grana do bolso para continuar os passeios. PS: O que eu levei não era bem um lenço, era um cachecol fininho de tecido frio que tem um tamanho bom para enrolar na cabeça.


Muita coordenação para fazer esse treco ficar na posição certa na cabeça. 
Tenho fotos lindas que o lenço ficou todo torto =/

- Levaria 2 calças jeans ao invés de 1: Uma das coisas que aprendi quando já estava lá é que se fala muito sobre "a roupa não marcar o corpo". Logo eu, que tinha levado uma legging para ficar confortável para andar um monte e acabei não utilizando ela nem no navio. Fiquei desconfortável com a ideia de que minhas blusinhas e camisas não seriam longas o suficiente para cobrir o quadril. A única jeans que eu levei foi a que imaginei usar apenas nos vôos, para passar menos frio com o ar condicionado do avião. No fim, usei a dita da calça em todos os dias que saímos para passear. A coitada quase criou vida própria! E não, comprar uma calça jeans lá não era um opção...

- Ainda sobre respeitar a forma de se vestir, outra coisa que se fala além de não marcar o corpo é cobrir joelhos e ombros. Eu vi muita gente no shopping de regata e shortinho, mas é impossível não ficar desconfortável com o contraste. Eu usei meus shorts e vestidos de praia dentro do navio sem problemas. Mas não tive coragem de usar para sair. Mais uma vez, achei uma questão de respeito. 

-Levaria uma jaqueta corta vento: Aqui foi o auge da cagada master! Eu não levei roupa de frio. Eu sabia que lá seria inverno e me preocupei em arrumar a mala apenas 2 dias antes de viajar, pois assim poderia olhar no aplicativo de tempo como estaria a temperatura durante a nossa estadia. O clima me parecia muito semelhante ao fim da primavera de Curitiba, temperatura em torno de 22 a 27ºC. Peguei apenas uma blusa fina de lã. JURAVA que tinha colocado um moletom na mala, mas em algum momento eu devo ter tirado para arrumar as coisas e não coloquei novamente. E aí, eu descobri na pele o que esse simbolo significa: 


Previsão de ontem...

É vento. MUITO vento.

Quando eu vi a previsão e vi esse simbolo, não dei a devida atenção a ele. O resultado: basicamente não sentimos calor em momento algum. Mesmo parados no sol, o vento deixava o clima confortável. Porém, quando anoitecia ou estávamos em movimento no ônibus panorâmico dos passeios a coisa ficava complicada. Junte o vento existente mais o deslocamento de ar por estamos em movimento. Ou a ausência de sol. A sensação térmica chegava perto de 15ºC, de arrepiar o couro! Apenas uma jaqueta daquelas de nylon já teria feito uma senhora diferença na nossa vida. Eu odeio passar frio!

Lembrando que de dezembro a fevereiro dizem ser a melhor época para visitar a região, porque fora dessa época o calor pode ser insuportável, daquele que não te permite passear ao ar livre sem fritar a cabeça e desidratar o corpinho.

-Levaria apenas 1 par de tênis: não sei o que eu tinha na cabeça quando coloquei 2 na mala. Só usei um e o outro ainda fez peso desnecessário. E na volta qualquer peso a menos seria alguma coisa a mais que eu poderia ter comprado =D Coloquei também dois pares de havaianas. Isso eu tenho certeza que foi aquele momento em que eu achei que não tinha colocado nenhum e coloquei o segundo. Deveria ter tentado vendê-las à algum europeu! hahahahahaha

-Levaria menos "roupa leve". Levei vários shorts, blusinhas, leggings e até uma canga que eu acabei não utilizando. Roupas que eu não usava para sair e como ficávamos pouco no navio também não tive ocasião para usar. Quando passeávamos por ali ou era para ir jantar com uma roupa mais arrumadinha, ou íamos para a piscina onde um vestido por cima do biquíni era mais que suficiente. Só aqui seria 1,5 kg a menos na bagagem na ida e 1,5kg a mais de lembrancinhas na volta!


Mala + Mochila! Os travesseiros de pescoço levamos na bagagem de mão, 
foram essenciais para 14h de vôo...

A minha mala foi pesando 19kg e voltou com 32kg. Exatamente a franquia de bagagem que eu teria na Latam no trecho doméstico para Curitiba por ser fidelidade Gold. Um Tetris bem mais difícil que o da volta de Orlando, afinal naquela ocasião o dólar estava a R$4.

Próximo post: como foi voar de Emirates, os mimos que ganhamos e como foi a chegada e imigração em Dubai.

1 - Emirados Árabes: quanto custa?
2 - Cruzeiro nos Emirados: Upgrade de cabine e Visto
3 - Emirados Árabes: A mala mais errada da minha vida!
4 - Emirados Árabes: 14 horas de viagem
5 - Emirados Árabes: O Embarque do cruzeiro e as primeiras impressões sobre Dubai
6 - Emirados Árabes: A simulação de emergência e Abu Dhabi
7 - Cruzeiro com a MSC: a Comida!
8 - Cruzeiro com a MSC: a Estrutura do Navio!
9 - Omã, o vizinho dos Emirados Árabes
10 - Emirados Árabes: praia e compras em Khor Fakkan
11 - Emirados Árabes: a Ilha de Syr Ban Yas
12 - Emirados Árabes: os Encantos de Dubai e o Desembarque do Cruzeiro
 
Beijos e até semana que vem!

Um comentário:

  1. Show de post! Sou terrível para fazer malas. Levo o que não preciso e esqueço o que é essencial. Pesquisar sobre costumes e clima, sem dúvida, é extremamente necessário antes de fazer uma viagem internacional! Amei!

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