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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Criança mimada, alguém merece?

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Adoro navegar na internet, ver textos sobre os mais variados temas, e muitas vezes os comentários dos textos são o que mais me surpreende. E tenho que admitir, chego a ficar com medo do caminho que a humanidade está tomando.




Eu realmente acho a internet maravilhosa, ela trouxe praticidade, uniu o mundo todo em um clic e podemos compartilhar tudo o que queremos... Mas onde eu quero chegar com isso? Não faz muito tempo e houve uma comoção sobre um caso onde uma mãe discutiu com uma universitária, que não permitiu que o filho dela brincasse com seus bonecos colecionáveis (se você não viu, clique aqui). Houve quem defendeu a mãe e outros que foram totalmente contra, eu estou no time que não concorda com a postura da mãe em relação ao que ela está ensinando ao seu filho em vários pontos.


Primeiro, quando somos convidados a uma casa, existem algumas regras não ditas que seguimos, como ficar somente nas partes sociais da casa, o que não aconteceu com a criança que acabou entrando no quarto da moça e vendo os bonecos. Concordo que é muito fácil estarmos conversando e a criança tomar outros rumos dentro da casa, afinal, a curiosidade é natural e muito saudável, mas como pais e educadores é nosso dever chamar a criança e explicar que ali não é permitido que ela fique. Como sou mãe de dois meninos muito ativos, posso garantir que pode ser feito e eles entendem perfeitamente. Desde que nasceram, eu saio com eles em eventos sociais, visitas as casas de amigos e parentes e obviamente eles tentaram inúmeras vezes querer explorar o novo local, e em TODAS as vezes eu disse NÃO, e sabe o que aconteceu? Eles respeitaram, até tentaram fazer manha ou querer reclamar, mas fiquei firme e eles entenderam perfeitamente, tanto que em nossa casa eles só convidam para ir no quarto deles, quem eles realmente querem lá...


Outro ponto, foi querer pegar algo que não era dele. Supondo que a moça não estivesse lá para que ele pudesse pedir o boneco, ele iria simplesmente iria pegar? Pense com carinho, isto está certo? Pense em uma criança entrando no seu quarto e pegando aquele batom da MAC que é o seu xodó, ou um presente que você ganhou de alguém muito querido e é extremamente frágil, como você se sentiria? Aí você pode querer defender o menino, “ah, ele queria um boneco e não sabia que ele não era de brincar”. Eu entendo isso, mas o que temos que entender que para a criança, tudo pode virar um brinquedo, graças a boa e maravilhosa imaginação o seu batom xodó poderia ser um sabre de luz do Star Wars e o presente extremante frágil um terrível inimigo a ser destruído. Para podermos ensinar as crianças, temos que aprender a olhar a vida pelos olhos dela, isso ajuda muito no dia a dia, vai por mim... rsrsrs E aí, de novo, é nosso dever ensinar, que nem tudo o que está ao alcance da nossa mão nós temos a liberdade de pegar. As crianças não sabem, não é culpa delas, elas são um livro totalmente novo que precisa de experiencias para se tornar incrível, e como elas irão conseguir isso sem explorar tudo o que podem? Mas devemos lembrar que vivemos em sociedade e que ela tem regras e que não podemos ultrapassar a linha do outro, como já diz aquele velho ditado: “a minha liberdade vai até onde começa a sua”, e isso vale também para as crianças e quanto antes elas aprenderem isso, antes evitamos constrangimentos e frustrações desnecessárias.



E se pensarmos mais um pouco, o que essa mãe está ensinando para o seu filho? Ela brigou com uma moça que estava no seu direito de não querer deixar o menino mexer no boneco. Eu sinceramente acho que a mãe perdeu uma oportunidade de ouro de ensinar seu filho a lidar com a frustração de receber um não! Eu sempre tenho em mente que por mais que eu ame perdidamente meus filhos, que gostaria que fosse possível nunca vê-los tristes ou frustrados com alguma situação, eu tenho a responsabilidade de educa-los para o mundo, e este mundo cheio de belezas e maravilhas também pode ser cruel, e eles precisam estar preparados para saber lidar sozinhos com cada uma das situações que surgirem. Pois por mais que eu estarei presente o máximo possível na vida deles, são eles que terão que conviver com cada uma das escolhas que eles fizerem, e sendo assim, quero que saibam fazer boas escolhas e possam contribuir com a construção de um mundo mais unido e solidário.

E eu vou continuar navegando na internet, procurando por histórias e situações que me façam pensar que apesar de tudo ainda somos muito melhores e que podemos aprender muito uns com os outros e que está somente em nossas mãos fazer o mundo um lugar melhor.

Espero que tenham gostado e fiquem a vontade para comentar suas opiniões e ideias, beijos enormes.

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