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sábado, 5 de agosto de 2017

Afinal, o que pode e o que não pode na Moda?

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     Começo esse post com uma sábia e memorável frase da Bíblia:

“Tudo me é permitido, mas nem tudo convém”
(1 Coríntios 6,12)


“Ihhh senta que lá vem sermão” você deve estar pensando. Mas calma que não é nada disso, vem comigo pra entender!


Eu levanto a bandeira de uma moda livre, como forma de expressão de personalidade e autoafirmação, sem regras desnecessárias e ditadura. Costumo dizer até, que só existe uma regra: Use aquilo que te faz feliz! A vida por si só já tem muitas limitações e a moda definitivamente não precisa ser mais uma delas, não é mesmo?

Mas a verdade é que esse mundo é cercado de tabus! Ainda hoje, a moda é considerada por muitos como elitista, pouco acessível e privilégio de poucos, estou errada? Bem, essa reputação acompanha a moda desde os primórdios. No início, o ser humano (ou aquilo que viria a se tornar o homem) precisou proteger seu corpo das intempéries do clima e do ambiente. Com o passar do tempo, no entanto, aquela proteção funcional foi ganhando também o status de “adorno”! Sim, por que só proteger se pode também embelezar? Ah, a vaidade! E se pode embelezar, pode também... diferenciar! Acontece que o ardiloso ser humano percebeu que as roupas poderiam ser um ótimo meio de diferenciação social, principalmente de classes, onde pessoas mais abastadas tinham acesso a uma sorte imensa de insumos têxteis desde os mais finos e exóticos, até os pigmentos mais caros. Inclusive, até a Revolução Francesa, existiam por toda a parte códigos de vestimenta que determinavam quem poderia usar o quê. Esses códigos diferenciavam peças do vestuário, tecidos e cores para a nobreza, clero, burgueses, fazendeiros, servos, escravos, viúvas a até mendigos e quem usasse roupas que não fossem as determinadas para a sua classe poderia ser preso!

Trajes do clero,  nobreza e homens comuns, 1789, França. Fonte: Gettyimages

Tá entendendo da onde vem essa fama toda?













E assim, regras de “bem vestir” vão sendo passadas de geração em geração, com a interpretação de cada época, até chegar a você!  Aí, vocêzinha com uma enxurrada de “podes não podes” em mãos, se vê louca, né?

Calma amiga, que chegou o momento de quebrar esses paradigmas! Estamos presenciando o início de uma era de desconstrução, então, eu diria que agora é o momento de você começar a expressar quem realmente é! E nada melhor do que usar suas roupas para isso, elas podem falar muito sobre você!

Ok, ok Dona Sarah! Mas se você tá dizendo que tudo pode, por que nem tudo convém?

Porque nossas roupitchas são uma poderosa ferramenta de comunicação subjetiva, isso significa que elas podem abrir portas, mas também podem fechar! Podem atrair pessoas, mas também podem afastar, tudo depende da forma e do momento que as usamos! Ou vai dizer que você nunca se deparou com alguém que vestia algo totalmente fora de contexto e achou super estranho? A verdade é que nós geralmente não paramos para pensar no impacto que a escolha de nossas roupas tem! Sendo assim, você não só pode, como deve usar o que gosta, mas lembre-se sempre de levar em consideração duas coisinhas: Dress Code e bom senso!

Dress Code é o “código do vestir”, um conjunto de informações relacionadas à vestimenta para um determinado local/ocasião, mesmo que de maneira não oficial ou escrita. Por exemplo, a empresa onde você trabalha possui um Dress Code! Mesmo que não exista um livrinho com as informações de quais roupas são mais adequadas você usar, observe: É uma empresa mais formal ou informal? Como seus colegas e superiores se vestem?
Já o bom senso é o complemento perfeito para o Dress Code! Talvez você ache que bom senso é relativo e depende do ponto de vista de cada um. Mas eu diria que tem muito mais a ver com empatia do que com ponto de vista.

Fazer algumas perguntinhas de reflexão na hora de se vestir pode ajudar bastante:

- Com quem irei me encontrar? Amigas íntimas, colegas de trabalho, chefe, alguém desconhecido. Em caso de desconhecidos sugiro que que você faça sutilmente (eu disse, sutilmente) uma pequena pesquisa nas redes sociais e colete informações sobre essa pessoa, por exemplo, faixa etária e estilo.

- Qual o motivo do encontro? Happy hour, jantar de família, aniversário infantil, reunião de negócios, velório, entrevista de emprego.

- Qual será o local? Barzinho, casa da amiga, shopping, escritório, faculdade, igreja.

Perguntas respondidas, junte todas estas informações e reflita se a roupa que você escolheu pode ofender/causar constrangimento/desconforto para você ou para a pessoa com quem você irá se encontrar. É elegante estarmos em harmonia com o ambiente e com as outras pessoas que estarão conosco, é também um sinal de respeito consigo mesmo e com o outro. E isso não quer dizer que você deva abrir mão do seu estilo! Você deve apenas aprender a dosá-lo... viu só aonde entra a empatia?

Sacou o poder que as roupas têm? E agora sabendo que elas transmitem mensagem de quem somos e sobre nossas intenções e objetivos, você não vai querer perder boas oportunidades por culpa de uma mensagem mal transmitida né? Então põe sua empatia para trabalhar guria!



Esse post todo foi para apresentar o outro lado da moeda da moda! Talvez no início não seja fácil para você expressar quem é usando empatia, mas é tudo uma questão de treinar seu olhar e se auto conhecer, com o tempo fica mais fácil, prometo!

Ajudar as pessoas a se encontrarem e transmitirem a mensagem correta através de suas roupas foi um dos motivos que me levaram a amar e escolher a Consultoria de Imagem como missão da minha vida. Se você não leu, aqui eu conto como tudo aconteceu. Em breve vou escrever também um post contando detalhes de como funciona a Consultoria de Imagem, ok?!

E se você tem alguma dúvida, me manda! Vou ficar super feliz em te ajudar!

Fique de olho nas minhas redes sociais (Facebook e Instagram) que lá também tá sempre rolando diquinhas espertas!


Até a próxima suas lindas ;)

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