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terça-feira, 17 de abril de 2018

Emergência médica nos EUA: a experiência!

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Esse post poderia ser sobre "como acionar o seguro saúde nos Estados Unidos" ou "Como é ser atendido em um hospital americano". Mas a verdade é que neste momento eu tenho um assunto mais importante para escrever. Sobre gratidão e empatia.



Talvez daqui um tempo eu tenha informações mais completas e até seja de utilidade pública escrever sobre os demais temas. Mas hoje eu quero compartilhar a minha gratidão pelas pessoas maravilhosas que passaram pela nossa vida em dois dias de perrengue que vivemos.

Marido sofre com cálculos renais desde a juventude. Hoje, com 51 anos, já teve algumas dezenas de pedras, eliminou várias de forma dolorosa e algumas vezes se submeteu a procedimentos de quebra delas, a famosa litotripsia. Nunca teve problemas mais graves ou complicações. Sempre acompanhou e tratou delas, conformado com o fato de que não tem muito como prevenir. Tem fator genético envolvido uma vez que um dos filhos dele também já teve crises.

Uma das nossas preocupações quando nos propomos a passar esse ano nos Estados Unidos era ter um seguro saúde que cobrisse eventos relacionados a doenças pré-existentes, como os cálculos renais são considerados. Afinal, nunca se sabe quando uma vai resolver se mexer e estragar o dia (ou dias).

Segunda semana de abril, seria apenas a nossa volta para o nosso lar temporário em Syracuse depois de visitar a família que não víamos há 6 meses. Mas as vezes algumas coisas acontecem e os planos são alterados.
Nosso voo era CWB-GRU-DTW-SYR.

No trecho de 10 horas entre Guarulho e Detroit o desconforto começou, e evoluiu para de fato uma crise renal. Quem tem uma crise renal pela primeira vez pode ter alguma dificuldade em entender o que está acontecendo, mas quem já teve diversas sabe na hora em que começa o que está por vir. 

Eu sempre ando com medicamentos para qualquer ocasião na mala de mão. Alguns medicamentos para dor, cólica e até o dilatador de ureter eu tinha ali, todos ministrados conforme a recomendação que tínhamos do médico, ainda de outros episódios.

Nada melhorava a dor, que vinha em ondas. Foram 10 horas de ondas de dor aguda e sonecas de 20 minutos nos intervalos de trégua.

Marido resistiu bravamente, pousamos em Detroit e parecia que a dor tinha ido embora. Fizemos imigração, alfândega, re-despachamos as malas, passamos novamente pela segurança e nos dirigimos ao nosso portão de embarque doméstico. Mas tínhamos ainda 5 horas até o nosso voo final. Logo que chegamos no portão, as dores começaram a voltar. Em questão de minutos vi meu marido deitado no chão e se contorcendo de dor. Achei que era hora de pedir ajuda.

Fui até uma estação policial próxima e pedi para o policial se havia algum tipo de enfermaria no aeroporto. Ele me perguntou o que estava acontecendo. Desenrolei todo o inglês que eu tinha, nervosa, para explicar a situação.

Essa foi a primeira das pessoas que marcou o nosso dia. Ele perguntou onde meu marido estava, pediu para eu retornar para lá que logo a ajuda chegaria. Ele notou que eu estava nervosa, falando palavras soltas. Mas entendeu o meu problema, falou calmamente para que eu pudesse entender e a forma gentil com que me atendeu me passou a tranquilidade que eu precisava naquele momento.

Em menos de 2 minutos o mesmo moço chega até nós com dois bombeiros paramédicos. Prontamente começaram a atende-lo. Mais uma onda de dor tinha passado e o marido conseguia falar, mas estava com a voz embargada de sofrimento. Estes moços seriam os próximos a entrar na nossa lista de gratidão. Duas pessoas maravilhosas, muito pacientes e dispostos, falavam devagar para que pudéssemos entender os termos médicos pouco comuns ao nosso vocabulário. Infelizmente eles não poderiam ministrar medicação sem a remoção do paciente para um hospital imediatamente na sequência. Depois de alguma conversa, o marido decidiu que queria esperar para chegar em Syracuse para procurar o hospital local. Parecia a decisão mais sensata, estando na nossa cidade teríamos menos preocupações com logística. 

A dor tinha ido, e mesmo ele tendo falado que a crise anterior tinha sido um 8 de 10 eu apoiei a decisão dele. Os paramédicos com toda a bondade e gentileza disseram que estariam a disposição para o que precisássemos, se precisássemos.

Outras duas horas se passaram e as dores continuavam vindo e não estavam diminuindo. Não parecia que a pedra estava indo embora, nas palavras do marido: algo não estava normal. A dor quase não estava mais em ondas, estava quase constante. Até que ele pediu: "tem algo errado, acho a pedra está trancando a urina e agora o que está doendo é meu rim, não mais a pedra se mexendo". Isso tudo em meio a dor e novamente no chão do aeroporto. Ainda faltavam 3 horas para o voo, e seria mais 1 hora e meia até o nosso destino. Realmente, não tinha como esperar.

Sai meio sem rumo em busca de ajuda, alguém que pudesse chamar novamente os paramédicos para nós. Achei um balcão da Delta Airlines com um grande "Need Help?" e não tive dúvida. Uma moça prontamente fez a chamada. Mais uma vez, com toda gentileza e paciência ela me ouviu e me deu as instruções. Quando perguntei como deveria proceder com as malas que estavam indo para Syracuse e a remarcação da passagem, ela prontamente me deu todas as informações e remarcou os nossos tickets para o último voo daquela noite.

Logo os paramédicos chegaram, já com a maca para remoção. Fizeram um acesso para o soro que ficou em perfeito estado até a alta do hospital, coisa que tem sido difícil nas ultimas experiências hospitalares do marido. Última cirurgia ele voltou com os dois braços e as duas mãos roxas de tantas picadas recebidas.
Quase não dá pra ver na foto, mas ficamos maravilhados com esse adesivo 
transparente cobrindo todo o acesso, ficou intacto até o momento da alta...

Já com o soro para hidratar, passamos por áreas desconhecidas do grande público, até chegar à ambulância que estava estacionada na pista do aeroporto. Pensando agora, uma aventura! Ainda ali, estacionados, ministraram um opioide para dor e meu marido parecia sofrer menos. Fomos então levados do aeroporto até o hospital mais próximo. Não levou nem um minutos depois da chegada ao hospital e ele já estava em um box do pronto socorro, os paramédicos já haviam passado a anamnese inicial e a enfermeira colocava rapidamente as informações no prontuário eletrônico. 

No hospital nós perdemos as contas quantas enfermeiras e médicos diferentes atenderam ele. Mas só temos lembranças de pessoas de bem, gentis, sempre demonstrando preocupação e empatia.

Depois de uma tomografia, descobrimos que não eram uma nem duas pedras. Eram três sendo expelidas, e isso em parte explicava a dor nunca sentida antes. A primeira "na fila" era a maior delas, quase maior que a área disponível para a passagem no ureter. Como tratamento, marido ficaria até o dia seguinte no hospital com medicação para a dor e tentando expelir a pedra naturalmente. Caso ela não saisse por vontade própria, o jeito era ser submetido a uma  quebra destas pedras e a colocação de um stent para a passagem dos resíduos.

Marido acomodado no quarto do hospital, já era noite. Fui eu e minha mãe (sim, ela estava com a gente, tadinha) mais uma vez até o aeroporto para trocar a passagem de novo, agora para o dia seguinte. Novamente, uma funcionária da Delta nos atendeu de forma muito paciente e bondosa. Perguntou para qual voo deveria alterar, fez a remarcação, perguntou como estava o marido e estimou melhoras. Exaustas, eu e mama seguimos para o hotel mais barato que encontrei, próximo do hospital para ir para lá logo nas primeiras horas da manhã seguinte.

Depois de coar todas as urinas feitas aquela noite, realmente parecia que a pedra não sairia sozinha. Médico veio conversar conosco, e a colocação do stent era a melhor forma para acabar com a dor e podermos retornar para a nossa casa. Mais umas 6 enfermeiras passaram pela nossa vida entre a conversa com o médico, a colocação do stent no centro cirúrgico e a alta do marido para podermos viajar.

Todas essas pessoas, TODAS sem exceção, foram tão gentis e simpáticas com a gente! O foco não é julgar como é num lugar e em outro, questionar se só foi assim por se tratar de atendimento privado. Nada disso é importante.

Há quem diga que todas essas pessoas estavam apenas cumprido seu trabalho, suas obrigações. E talvez realmente estejam. Mas vi nessas pessoas um exemplo a ser seguido. De fazer o que se propõe não apenas por fazer, mas porque aquilo é o que de mais importante elas fazem no dia a dia. Ali não haviam pessoas distraídas com rede social, com o mundo online. Não haviam pessoas sendo grosseiras porque tem um problema ou porque tiveram um dia ruim. Não houve discriminação por conta de um inglês enrolado pelo nervosismo e pela falta de vocabulário sobre o assunto. Todas aquelas pessoas simplesmente trataram a situação como ela era, sem julgamentos, preconceitos ou interferências externas. E eu me senti, e ainda me sinto, imensamente grata com isso.

E de toda a experiência, a pergunta que eu quero me repetir todos os dias a partir do dia de hoje: como eu posso, hoje, ser pra alguém o que aquelas pessoas todas foram pra mim? Quero eu me lembrar todos os dias de estar nas situações por inteiro, de não misturar problemas para não descontar nas pessoas, de não julgar e deixar esses pré-conceitos me guiarem de forma incorreta.



Praticar a empatia não é tão simples quanto parece, mas é um exercício necessário para deixar a convivência em sociedade mais descomplicada e feliz.

E mais uma vez, obrigada.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Água e sal e a sinusite tchau

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No dia que comecei a planejar sobre o tema do post para o blog, a temperatura aqui em Porto Alegre/RS caiu 15º em menos de 24 horas. A primeira coisa que me ocorreu foi: pobre de quem tem sinusite. Mas então soou aquele alerta: espera, EU tenho sinusite. Dessa forma, comecei a pensar no que estava fazendo de diferente para que não tivesse crises de sinusite de forma tão regular como eu tinha antes, ao ponto de até me esquecer delas.
A resposta foi: higienização nasal. Como assim? Todo mundo limpa o nariz, não é? Bom, pelo menos é para limpar.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

O impacto positivo da Loja Eco C&A

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Há poucas semanas fui surpreendida com um convite para conhecer a Loja Eco da C&A e o novo espaço de sustentabilidade criado no local.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Pesadelos, como lidar?

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Tem lugar mais aconchegante e seguro que a cama do pai e da mãe? Não né? E esse é um tema que normalmente divide opiniões, e eu vou usando o meu bom sendo e fazendo como acho que seja melhor para a nossa família.


domingo, 18 de março de 2018

Preza – um olhar com atitude

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Há algumas semanas descobri que existem óculos de sol feitos de madeira. Ok. Sei que já existem há um tempo, mas só descobri agora porque estava procurando um novo, para substituir o meu que havia quebrado.
Buscando uma versão sustentável para esta substituição – e não fui eu, quebrou de velhinho mesmo – me deparei com essa proposta incrível: óculos de sol feito de madeira, a partir de excedentes da indústria (batizada de madeira revisitada) e artesanais.

sábado, 10 de março de 2018

Pochete: O Patinho Feio que virou Cisne

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Sim, elas voltaram! Aceita logo que dói menos!! HAHAAHAH

segunda-feira, 5 de março de 2018

MODAUT: moda autoral e consumo consciente

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           Neste último sábado, dia 03 de março, aconteceu o 4º MODAUT, na Área 51 em Porto Alegre. Neste espaço estavam mais de 20 marcas de moda e também ocorreram workshops, palestras e shows, e o que mais visualizei foram pessoas sorrindo e conversando como se fosse uma reunião de amigos.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Razões para usar difusores aromáticos

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Você conhece os difusores aromáticos e como utilizá-los? Então, neste post vamos falar um pouquinho sobre esse tema.
O uso de difusores aromáticos com óleos essenciais pode ser incorporado no dia a dia, trazendo benefícios para a saúde física, mental.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Desmistificando a Tatuagem!

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Olá Inspiretes,

Hoje vou falar sobre um assunto que eu simplesmente amo, TATUAGEM. Meu marido já me chama de “rascunho”, porque diz que estou toda “rabiscada”... rsrsrsrs

Brincadeiras a parte, eu realmente amo tattoo, no momento tenho 8, todas com significados e cheias de amor. Mas eu já tenho mais algumas inspirações guardadas para as futuras tatuagens. No Studio Rock Ink Roll Tattoo (Curitiba – PR), onde a tatuadora Rossana Scaravella é a proprietária, sou figurinha carimbada já, e ela conversou comigo, para tirar as principais dúvidas de quem ainda não tem uma tatuagem, mas tá com muita vontade de ter. Foi um papo bem bacana, e cheio de informações e dicas muito úteis.




terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

O maravilhoso mundo das milhas!

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Há mais de um ano atrás eu escrevi um post sobre o básico das milhas, do acúmulo ao resgate! Na ocasião, eu fiz questão de ser bem realista, porque milhas é um assunto que frusta muita gente, por simplesmente não ter paciência e dedicação para usá-las da melhor forma a seu favor. 
Milhas: o que você precisa saber - Foto: Kenepa Grandi, Curaçao

Todo esse tempo se passou, e eu me senti na obrigação de fazer um “parte 2” com algumas novas observações pessoais, e também para falar de alguns novos jeitos de acumular as sonhadas milhas! 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Limpeza sem química: Esponja mágica?

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Há uns 4 anos atrás, com a casa recém pintada, começaram a aparecer novamente as marcas de sujeira nas paredes. Meus filhos de 4 patas tem o péssimo hábito de passar pelos batentes das portas se esfregando, e algumas paredes especificas parecem ser usadas como “escora” para fazer a curva. Uma angústia recai, mesmo meu apego a casa não sendo tão alto… 


Limpeza sem química - esponja mágica


Afinal, é um dinheirão danado mandar pintar as paredes, e mesmo quando a gente mesmo faz o serviço, dá trabalho… Além da tinta que já é uma pequena fortuna. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Re-ciclo: compostagem urbana

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Diariamente são produzidas toneladas de resíduos sólidos, dos quais, uma grande quantidade se trata de resíduos orgânicos e que não precisavam ser destinados aos aterros e sim, para a compostagem.
Embora o uso de composteiras domésticas esteja crescendo, e acredito que em boa parte em razão da crescente conscientização e divulgação da necessidade de dar um destino correto aos resíduos e da facilidade de fazer ou adquirir uma composteira doméstica, esse crescimento não é suficiente para diminuir o descarte de resíduos orgânicos.
Mas nem todos tem tempo, disposição ou espaço para manter uma composteira em casa e, ainda bem, existe solução para isso.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Tratamento noturno Linha Flor da Noite da Cativa Natureza

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Há algumas semanas eu estava a procura de produtos para cuidados da pele (detesto o termo “antiidade”, envelhecer não é um problema) e, como a maioria das pessoas atualmente, procurei na Internet por dicas desses produtos. A questão, é que eu estava a procura de algo natural, com zero química ou com o mínimo de química possível, o que já restringe bastante a busca. Feita a pesquisa, a linha Flor da Noite da Cativa Natureza me chamou a atenção. Uma linha completa, com preços acessíveis e uma boa composição.

sábado, 13 de janeiro de 2018

10 Metas Fashion para 2018

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Ano Novo começando e a gente tá como? Mandando bala na listinha de metas para 2018, né?! hehe 

Guardar dinheiro para aquela viagem, emagrecer, trocar de emprego, pagar a dívida, começar um novo curso, focar na família e por aí vai...

Mas queria te pedir... Será que ainda dá tempo de acrescentar mais um item? É que ele é um dos campeões de negligência... Tô falando do guarda-roupas!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Absorventes ecológicos: repense seu ciclo e evite os descartáveis

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E iniciamos um novo ano e esse período, em geral, é acompanhado com resoluções de ano novo, com mudanças a serem tomadas para esse novo ciclo.
E pensando sobre o que escrever neste primeiro post de 2018, resolvi reunir essas palavras tão importantes: “resolução”, “mudança” e “ciclo”. O resultado disso são os absorventes ecológicos reutilizáveis.